Ao longo de alguns quilômetros de Osasco, não longe do Centro de Carapicuíba, havia uma vila de barracos, feitos de tijolos. Ali mora a família Cesar, uns 30 adultos e incontáveis crianças - isso que eu consegui visualizar - nasceram e continuam morando no mesmo lugar.
Conheci essas pessoas em uma conversa simpática com moradores do bairro do Planalto, acompanhada da Beka e os 3 coordenadores da instituição que hoje eu frequento. Comecei a me perguntar como aquelas pessoas foram parar ali. Em todo caso, as pessoas tinham sido sensatas ao escolher um lugar relativamente seguro para seus barracos, não moravam em morros, e sua rua também era asfaltada.
Entre as pessoas que ali estavam, destaco uma mulher de 31 anos, sem marido e 9 filhos. Ela conta que depois que conheceu o nosso amigo Luis Fernando (coordenador da instituição) sua vida mudou para melhor. Ela que antes só pensava em se dar bem na vida - não estou aqui pra julgar suas atitudes - agora estuda, trabalha e acredita nas pessoas. Hoje M. vive para dar aos seus filhos - uma vida melhor. Ela realmente é muito diferente das demais mulheres que moram na comunidade. Cabeça feita, sem culpa e acredita que a vida só é digna quando se tem amigos, trabalho e auto-estima.
As outras mulheres da sua enorme família, são jovens, com idades entre 25 e 30 anos, cada uma com 5 a 6 filhos, algumas casadas, outras separadas e até viúvas – elas contam pra gente, que nem esperam o corpo do falecido esfriar pra se juntar a outro homem. Me arrepiei ao ouvir isso. Eu que nem namorando estou.
Cheirando a cachaça, a matriarca da família Cesar chega na Vila dando um escândalo, falando em bater em todos, instintivamente o coordenador da expedição - com receio que ela nos faça algum mal - nos tira dali, com a desculpa que devemos prosseguir para outra comunidade.
Conheci essas pessoas em uma conversa simpática com moradores do bairro do Planalto, acompanhada da Beka e os 3 coordenadores da instituição que hoje eu frequento. Comecei a me perguntar como aquelas pessoas foram parar ali. Em todo caso, as pessoas tinham sido sensatas ao escolher um lugar relativamente seguro para seus barracos, não moravam em morros, e sua rua também era asfaltada.
Entre as pessoas que ali estavam, destaco uma mulher de 31 anos, sem marido e 9 filhos. Ela conta que depois que conheceu o nosso amigo Luis Fernando (coordenador da instituição) sua vida mudou para melhor. Ela que antes só pensava em se dar bem na vida - não estou aqui pra julgar suas atitudes - agora estuda, trabalha e acredita nas pessoas. Hoje M. vive para dar aos seus filhos - uma vida melhor. Ela realmente é muito diferente das demais mulheres que moram na comunidade. Cabeça feita, sem culpa e acredita que a vida só é digna quando se tem amigos, trabalho e auto-estima.
As outras mulheres da sua enorme família, são jovens, com idades entre 25 e 30 anos, cada uma com 5 a 6 filhos, algumas casadas, outras separadas e até viúvas – elas contam pra gente, que nem esperam o corpo do falecido esfriar pra se juntar a outro homem. Me arrepiei ao ouvir isso. Eu que nem namorando estou.
Cheirando a cachaça, a matriarca da família Cesar chega na Vila dando um escândalo, falando em bater em todos, instintivamente o coordenador da expedição - com receio que ela nos faça algum mal - nos tira dali, com a desculpa que devemos prosseguir para outra comunidade.

