Hoje os meus convidados falam da difícil arte de se relacionar. E comentam se acreditam em qualquer coisa que seu parceiro (a) diz pra manter o namoro.
Será que toda jovem tem o sonho de casar em Las Vegas? Ou é coisa da Magda, amiga falante como a personagem do programa “Sai de Baixo”, 24 anos, são-paulina, mas boa gente. Quando trabalhávamos juntas tínhamos uma mania de irmos toda sexta-feira para o bar. Sua bebida preferida é tequila. Sempre segura e equilibrada, parece ser muito feliz com seu namorado. Uma jovem cheia de sonhos e expectativas como: arrumar um bom emprego, aprender inglês e passar um mês no exterior. Namora um rapaz de 34 anos, que tem casa própria, emprego estável e já teve um relacionamento que durou 8 anos. O principal objetivo dele é casar e ter filhos. Os dois vivem se adaptando. Ele teve que conter o ciúme, já que muitas baladas ela ainda faz coisas sozinha ou com amigas. Ela teve que segurar seu excesso na noite. “Muitas vezes quero sair, mas fico em casa com ele. Tive que incorporar um pouco do pé no chão dele e ele um pouco do meu pé na lua”. Ele é muito caseiro. No começo era muito difícil pros dois. Hoje isso se tornou natural. E cada dia fica melhor. Ela diz que não acredita em qualquer coisa para namorar, mas também não desacredita. A seguir Magda fala um pouco do convívio com o outro.
“Todas as pessoas têm histórias, boas a ruins, assim, surgem os traumas e também as exigências para uma próxima história. Estas exigências são extremamente individuais, portanto, quando duas pessoas se juntam, as exigências precisam ser adaptadas. A mentira acontece nesta adaptação. É nessa fase de adaptação que você finge que gostou do que não gostou, esconde o que acha que ele não vai gostar. Se abala com as diferenças, e desiste um do outro. Para mim, em vez de ser a fase do fingir, acho que começo de namoro é a fase da sinceridade, tomar sustos um atrás do outro, ter dúvidas, achar que não vai dar certo, mas não desistir. Atitudes falam mais que muitas palavras, falar menos e observar mais, e você só vê muitas atitudes passando muito tempo com a pessoa. Depois de um tempo, atitudes analisados, segredos postos a mesa, todas as diferenças a vista, analisadas, toleráveis, adaptáveis, ai então vem a decisão....namorar ou não? Amor também é ceder. Se você encontrar uma pessoa perfeita pra você desconfie... é mentira. Ceder é abrir mão de verdades, atitudes para se adaptar a alguém e viver uma linda história de amor. Nisso eu acredito.”
Koala, como é chamado por sua ex-parceira que virou amiga, ganhou esse apelido porque costumava assistir com ela um desenho antigo que tinha um Koala. Sempre anda bem vestido. Certa vez ele se declarou um amante à moda antiga, que ainda manda flores. Raridade entre os homens. O que não é raro sua obsessão por futebol. Sempre me manda mensagens perversas sobre meu time do coração: o Corinthians. Quando nos conhecemos eu o achei muito chato, pois ele evitava o contato com as pessoas. Hoje tenho certeza que era só cisma minha. É só passar um dia com ele ver o número de pessoas que ligam no seu celular. Tem uma agenda lotada de compromissos. Ele não gosta de rotina e acredita que as diferenças só existem para crescermos. Só lendo seu depoimento para conhecer um pouquinho mais desse homem maduro e de alma feminina.
Koala, como é chamado por sua ex-parceira que virou amiga, ganhou esse apelido porque costumava assistir com ela um desenho antigo que tinha um Koala. Sempre anda bem vestido. Certa vez ele se declarou um amante à moda antiga, que ainda manda flores. Raridade entre os homens. O que não é raro sua obsessão por futebol. Sempre me manda mensagens perversas sobre meu time do coração: o Corinthians. Quando nos conhecemos eu o achei muito chato, pois ele evitava o contato com as pessoas. Hoje tenho certeza que era só cisma minha. É só passar um dia com ele ver o número de pessoas que ligam no seu celular. Tem uma agenda lotada de compromissos. Ele não gosta de rotina e acredita que as diferenças só existem para crescermos. Só lendo seu depoimento para conhecer um pouquinho mais desse homem maduro e de alma feminina.
“Não sei se minha resposta responde ao que foi colocado pela Magda. Antes de tudo, é bom ter em mente que ninguém é igual a outra pessoa. Somos únicos. Semelhanças podem até existir. Mas serão sempre, semelhanças. Concordo com a Magda de que as histórias de cada um influenciam em muito que advirá, mas não acredito em mentiras que facilitem o processo. Por experiência própria, sempre vejo as mulheres idealizarem alguém, antes mesmo de ter este alguém em vista. Em seguida, escolhem o indivíduo, e tentam vestir nele aquela roupa de super-herói que inventaram. Vi isso não só nos meus relacionamentos, mas também nos relacionamentos de amigos. Um relacionamento se baseia somente em uma coisa: na capacidade e disposição dos envolvidos em aceitar as diferenças que existem, e sempre irão existir. É notório que depois de um tempo num relacionamento, as pessoas ficam meio parecidas, mas isso é só aparente. A individualidade e idiossincrasia de cada um estão lá. Intacta. Bom, pelo menos, assim deveria ser. Se um ou outro se anula, para adular a parceira (o) com receio de ficar sozinho ou "fracassar", o relacionamento está fadado a não dar certo. A verossimilhança entre as partes é uma prova de que um grau de cumplicidade e humildade foi alcançado. Por que humildade? Porque demanda um grau muito grande de humildade e honestidade para aceitar o outro, e entender que aquela pessoa pode gostar de você e que você pode gostar dela, ainda que ela não seja como você a idealizou na sua fantasia. Atitudes falam mais do que ações, quando as pessoas são capazes de enxergar as atitudes quando elas ocorrem. Muitas vezes nós ficamos tão cegos por nosso orgulho e nossas certezas, que somos incapazes de enxergar o que está a nossa frente, ou mesmo, de nos darmos ao trabalho de conhecer a pessoa com quem estamos se relacionando. A máscara que as pessoas colocam no outro para viabilizar o sentimento que elas querem sentir, acaba sabotando a chance que elas tinham de conhecer aquela pessoa, exatamente como ela é.
Um relacionamento é um exercício de diplomacia, independente de quanto às pessoas se gostem. Atualmente, eu tenho tido uma dificuldade muito grande para engrenar um relacionamento. Oportunidades vêm e vão. Eu não me deixo influenciar por isso, apesar de ver o tempo e a vida passando. Acho mais fácil e prático ir pulando de uma situação para a outra. Ainda que isso vá contra minha natureza. No final, a necessidade fisiológica/biológica é o que me impele a obliteração emocional. Não o faço porque me divirto ou porque seja inerente a minha natureza masculina. Faço acima de tudo porque não ofereço "perigo". Há cerca de 3 meses, decidi me abster de envolvimentos casuais e ficar na minha. Sozinho. Nesse meio tempo, algo inesperado aconteceu. Vamos ver o que esse fato fortuito e matreiro do destino me reserva. Talvez mais uma viagem sem rumo ou quem sabe a renovação da esperança em algo que sempre me pareceu tão inatingível: um amor verdadeiro. Piegas? Talvez isso é o que falta nesse mundo cada vez mais cru e sem graça que vivemos.”
Um relacionamento é um exercício de diplomacia, independente de quanto às pessoas se gostem. Atualmente, eu tenho tido uma dificuldade muito grande para engrenar um relacionamento. Oportunidades vêm e vão. Eu não me deixo influenciar por isso, apesar de ver o tempo e a vida passando. Acho mais fácil e prático ir pulando de uma situação para a outra. Ainda que isso vá contra minha natureza. No final, a necessidade fisiológica/biológica é o que me impele a obliteração emocional. Não o faço porque me divirto ou porque seja inerente a minha natureza masculina. Faço acima de tudo porque não ofereço "perigo". Há cerca de 3 meses, decidi me abster de envolvimentos casuais e ficar na minha. Sozinho. Nesse meio tempo, algo inesperado aconteceu. Vamos ver o que esse fato fortuito e matreiro do destino me reserva. Talvez mais uma viagem sem rumo ou quem sabe a renovação da esperança em algo que sempre me pareceu tão inatingível: um amor verdadeiro. Piegas? Talvez isso é o que falta nesse mundo cada vez mais cru e sem graça que vivemos.”


Arte difícil mas deliciosa!!! Relacionamentos de todos os tipos é tudo de bom! Acredito que a gente está aqui para isso mesmo, trocar, aprender, crescer, transformar, talvez o grande segredo, se é que existe, é o indíviduo não perder sua essência.
Bjs, Mulher Apaixonante!
Acredito mesmo que relacionamento são únicos e é preciso ceder, se adptar e ter muita paciência e amor nesse processo. Acredito mais ainda na individualidade de cada um, é só ela que vai sustentar o relacionamento. Senão, depois de um tempo, de tanto ceder, o outro vira fantoche e não tem mais graça!
Bj querida
Essa tal mulher apaixonante é uma transgessora...rsrsrss. Bom, voltando ao texto, bem interessante os pontos de vista macho/fêmea. Acho que no fundo estamos a busca da mesma coisa.
Pedro Luis
Concordo como Pedro, pode não ser a regra, mas acredito que a maior parte das pessoas buscam a mesma coisa. O curioso é como algumas pessoas cometem os mesmo erros e minam, conscientemente ou não, a possibilidade de ter uma experiência a dois, ou a três, a quatro, a cinco, opa..seis...hehe...sete...caceta...oito...enfim, a razão das pessoas darem tiros em seus pés e abdicarem de uma chance de ser feliz com alguém é algo complexo demais, e haja a terapia e surra de galho de goiabeira pro povo tomar jeito! : - P
Aê, esse negócio de ménage com várias pessoas, eu discordo, porque sou um mano sério e macho, mas um ménage à trois com duas mulheres até que não seria uma má idéia..haha
Pedro Luis
Gentem! quem é Koala! menino, que coisa mais linda! adorei essa visão 'macho' do Koala, sinceramente muito bacana, e a da Magda tb...tem a realidade com um 'quê' de romantismo...gracinha! Parabens pelos relacionamentos!
Agora esse Rubem e Pedro hein!
bjks, BK
Esse koala tem quantos anos? Por que não diz o verdadeiro nome? Tem algo a esconder? O que significa "não ofereço perigo"?