Elaine Leme

Este é meu último post neste ano. Mas antes gostaria de agradecer a todos que comentaram e outros que só fuçaram (no bom sentido) no blog. Agora vou publicar aqui todas as impressões que tive por conta da experiência de participar de uma Ong que possui a tarefa de levar alegria e esperança, as crianças, vindas de todo Brasil, que moram em casas de apoio para tratamento em São Paulo de doenças degenerativas.
No fim–de-semana, completei 72 horas de voluntariado. Vivenciei tantas coisas nesses dez meses de ONG, em meio a tantas diferenças, alegria e tristeza, surpresa e choque, ansiedade e medo... Foi preciso mais do que um texto para contar a história toda. História essa que começou em meados de Março, depois de uma conversa com um amigo. Quem me inspirou foi Reginaldo (um amigo-guru que mora em São José dos Campos), o conheci em 2005, nos tempos de faculdade. Ele tinha razão, eu precisava mergulhar num mundo diferente para conhecer meu próprio mundo.
No último dia de celebração, compareceram poucos voluntários. Eu já esperava essa ausência. Não seria muito fácil porque estamos numa época em que muitos estão em férias coletivas, alguns estudando para o vestibular e outros ausentes em virtude das festas de confraternização das empresas.
Com uma calma inesperada, Rafa (um dos coordenadores) iniciou o pré-evento dando alguns comunicados. Sábado, foi a primeira vez que eu vi aquele rapaz comovido após ver no telão a foto de sua mulher Ive (o amor deles se solidificou ali) e seu filhão.
O dia transcorreu num ritmo agitado: a maior surpresa ficou por conta do papai-noel que nos transmitiu em poucas e simples palavras o significado do Natal, logo depois, brincamos de estourar bexiga, rolou o sorteio de uma rifa (o cara que ganhou estava há 3 anos desempregado e mesmo sem condições comprou a rifa – uma TV de LCD 29” e um Nintendo - uma semana depois ele foi convidado a trabalhar numa empresa no interior de São Paulo – era a primeira vez que eu presenciava uma pessoa merecedora ganhar), a história do sortudo da rifa vem de encontro com a lenda contada pelo papai-noel no início do pré-evento, de um cara que mesmo desempregado não se importou em fazer o bem para o próximo.Isso é a corrente do bem. Depois veio o intervalo e sempre aproveito para compartilhar idéias e conhecimentos.
À tarde estava prestes a começar – quando o sol abriu - seguimos para a casa de apoio, mas no fundo estava com muita ansiosa pelo que estava por vir.
Assim que regressamos na casa, que estava cheia, observamos os colegas voluntários (que vão só no final de ano) que já estavam lá presenteando as crianças (que começaram a exibir para as outras crianças os brinquedos ganhados). Na confusão de pessoas, as crianças reconheceram o “Sonhando” e vieram correndo de encontro da gente. Havia uma empatia e uma confiança entre nós e as crianças que bastava. A comparação é válida – porque é preciso cultivar uma sementinha para produzir bons frutos.
Antes de terminamos de pintar as bolinhas para enfeitarmos a árvore de natal levada pela organização do Sonhando, uma das crianças prendeu seus dedinhos no vão da porta da entrada da sala. Os colegas e as crianças que presenciaram a cena dolorosa ficaram com os olhos vermelhos de emoção. Enquanto esperávamos notícias da menina, soubemos que o escândalo foi maior do que o acontecido.
Com o clima e a tradição natalina todas ONGs que apareceram por lá, levaram um Papai-Noel. O Sonhando também levou o seu; que apareceu com o saco vazio, mas com uma linda história natalina em nome daquele que devemos referenciar no dia 25/12. Mostrando a todos que é Ele que sempre nos trás os maiores presentes.
Duas senhoras, comovidas, permaneceram em silêncio por alguns momentos, controlando as próprias emoções.
Despedi-me de todos com um abraço e sem limite de beijar e dizer o quanto eu gostava de estar ali.


Feliz Natal, feliz Ano Novo, muitos beijos, abraços e tudo de melhor que a vida pode oferecer…
video
Espetáculo "O Encanto de Natal"

Volto no dia 5 de janeiro com mais novidades. Que venha 2009!
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Elaine Leme
Era uma manhã de primavera, os brotos verdes nas árvores, o ar gelado envolvendo as pessoas que andavam na rua, tudo se fundia com os pensamentos sobre o Natal. No último domingo, eu e um grupo de amigos fizemos uma festa natalina antecipada. A idéia era compartilhar risadas, afeto e presentes. Achei isso tudo muito estimulante. Para uma mulher, curiosa, encalhada e engraçada, mal podia esperar pra começar.
O apartamento da minha amiga fica no 19° andar de um moderno edifício de 20 andares, localizado em Pinheiros. Quando cheguei no apartamento, em meio ao aroma do frango que carregava no braço, nossa anfitriã vestida com um avental florido recém comprado no México e um caderno de receitas na mão, orientava a cozinheira para que o molho não saísse do ponto desejado por ela. Essa cena foi chocante porque era a primeira vez que as moçoilas cozinhavam pra mais de uma pessoa. Senti a situação com mais intensidade depois de experimentar o sabor desta refeição especial. Que delicia estava! As pessoas comeram pratos intermináveis. Algumas pessoas chegaram bem mais tarde, a sala ficou cheia do som de muitas conversas e de copos batendo. Todos estavam empolgados, confortáveis e acalorados. Aproveitamos a ocasião para nosso tradicional amigo ladrão. Senti que alguns ficaram chateados e outros fascinados com seus presentes. Para nós, tudo É pretexto para uma festa: vivemos de acordo com o princípio de que "amigos são o paraíso" - eles sempre nos ensinam diferentes coisas da vida. SERIA MUITA PRESUNÇÃO DIZER QUE todas as festas de Natal DEVERIAM SER ASSIM?
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Elaine Leme
É característica do paulistano moderno, comemorar seu aniversário num outro lugar que não seja sua casa. Quinta-feira passada, eu fui a uma festa típica de um jovem que tem um patrimônio exacerbado de amigos. Eu mesma levei comigo três amigas: Beka, Marilia e Daniela. A última delas, a simpaticíssima Dani é uma colega de trabalho que virou amiga, passa pela dor da separação. Convidei-a porque achava que seria o momento ideal para sair do casulo. Acredito que tenha sido uma boa experiência, mas como todo começo ela ficou assustada e percebi que foi difícil ela se abrir com pessoas desconhecidas, que poderiam futuramente torna-se conhecidas. Tem dias que temos que camuflar nossa introspecção.
Entre os belos moços e moçoilas antenadas que circulavam o bar lotado, havia um jovem que me chamou atenção: moreno claro, corpo esbelto, cabelos curtos, sorriso maroto e cara de intelectual. Eu fiquei ainda mais curiosa pra saber mais das outras qualidades especiais daquele rapaz – aparentemente alguns anos mais novo do que eu. Nossa paquera não foi além da troca de olhares e uma passada de mão na minha cintura.
O anfitrião da festa teve o cuidado e o respeito de festejar com cada mesa ou amigo durante toda a noite. Sem nenhum holofote nele. Um pensamento irreverente me passou pela cabeça: será que, todos os presentes tinham levado um presente se quer? Eu levei algo engraçado como ele. Espero não tê-lo deixado desconcertado.
A grande surpresa ficou por conta das minhas duas autênticas e ousadas amigas, Beka e Marilia, que numa demonstração de intimidade, conversaram e beberam a noite inteirinha como se já fossem melhores amigas. Detalhe: as duas se conheceram ali. A atrapalhada Marilia conseguiu vacilar e cair na saída do banheiro levando com ela no chão a cortinha pendurada na porta. Eu não cheguei a ver o tombo, mas pude dar gargalhadas só de ouvir ela contar.
Minutos antes de eu partir, meu amigo Edu chegou, só faltava ele pra completar minha caixinha de tesouros. Pena, que a Marilia já tinha ido embora.
Nesta noite eu me emocionei,bebi, festejei, pulei, abracei, me desesperei e até reclamei, conversei muito durante toda a noite com amigos e estranhos.
Pois é, fomos uma imensa turma, amigos ou não do aniversariante que tem o espírito aberto pra receber e dar gratuitamente humor, magia, energia e abraços carinhosos.
Elaine Leme
Cartinha ao Papai-Noel
Como vai meu bom velhinho? Espero que esteja firme e forte.
Antes de fazer meu pedido, quero começar a cartinha agradecendo todas as graças recebidas neste ano e em todos os anteriores. Agradecer pela minha vida, pela vida dos meus pais, pela vida dos meus irmãos e pela vida dos meus queridos amigos. Agradeço também por ter uma avó e um avô, distantes fisicamente, mas sempre dentro do meu coração. Todos estarão sempre nos meus pedidos e nas minhas orações. Por isso, peço que olhe por eles.
Como neste ano eu vivi intensamente, valorizando todos os momentos. Gostaria de pedir para 2009, um ano de renovações, metaforicamente fazer uma faxina geral. Eu sou muito apegada a coisas e pessoas. Quero exercitar meu desapego, quero experiências novas, quero deixar tudo o que for de tranqueira pra trás, quero conhecer gente nova, quero ter um hobby diferente, quero mudar de casa, quero ser mais doida, quero ser menos metódica, quero um amor de verdade, quero um emprego que além de pagar as contas me faça feliz, quero saúde e paz de espírito. Pra começar, isso basta.

Até dia 25! E, Feliz 2009!
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Elaine Leme
O ano passou e o Natal está se aproximando. Para os cristãos e comerciantes, é o mês mais importante do ano, muita gente aproveita a ocasião pra comemorar o nascimento de Jesus Cristo, já outros pra ganhar dinheiro (eita, mundo capitalista). Essa ultima atenção não é a minha realização. Eu aproveito esse clima para reforçar as minhas amizades e reunir-me com meus familiares para brindarmos a felicidade da vida. E para você , qual é o significado do Natal?

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Elaine Leme
O cenário é sempre o mesmo. O mesmo lugar, o mesmo caminho, o mesmo destino. Mas a cada dia um sentimento diferente. Alguns dias feios e outros bonitos. Ontem, foi um dia típico de como deveria ser todos os dias da minha vida.
Acordei cedo. Cantei com meus dois papagaios. Assisti um pouco de TV antes de sair pra trabalhar. Peguei duas conduções. Ouvi uma música suave. Observei as pessoas e a paisagem poluída do Rio Pinheiros. Escrevi e-mails para amigos e muitas cartinhas para a caixinha de amigo-secreto. Almocei com minha ex-chefe. Compartilhei com as pessoas temor que eu tenho de dirigir. Conversei no MSN, gmail e Skype. Tomei decisões simples. Tive firmeza de dizer não quando necessário. Trabalhei com gás total. Peguei no correio as cartinhas que as crianças enviam para o bom velhinho. Vendi rifa. Tive vontade de rir e chorar. Pintei o sete com a Rebeca. Conheci um médico falante e muito educado. Apreciei a Lua e as duas estrelas ao seu redor - fonte de inspiração. E assim, foi mais um dia que muito dependeu das minhas atitudes para torna-lo melhor.
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